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WhatsApp aliado à Comunicação Interna: mocinho ou vilão?

WhatsApp aliado à Comunicação Interna: mocinho ou vilão?

Diariamente somos adicionados em novos e diversos grupos de WhatsApp, seja da família, dos amigos da faculdade, do inglês, enfim, são vários os grupos que participamos. Números mostram que o WhatsApp é o 4º aplicativo mais utilizado no Brasil (perde apenas para Facebook, YouTube e Chrome) e tem cerca de 25 milhões de novos usuários por mês em todo o mundo.

Com esse crescimento no número de usuários que utilizam a plataforma como método de comunicação rápida e eficaz, as organizações perceberam uma facilidade para se comunicar com seus funcionários.

Hoje existem empresas que utilizam o WhatsApp como mais uma ferramenta corporativa de comunicação entre os membros. Seja eles de uma mesma diretoria, uma mesma área ou até de áreas distintas, mas que trabalham em um mesmo projeto.

Em um dos textos do publicitário Nizan Guanaes, ele revela que através do WhatsApp ele conseguiu organizar e otimizar suas reuniões. O que antes precisava de uma reunião longa para discutir coisas breves, agora ele consegue convergir tudo isso em alguns grupos e resolver essas questões pelo próprio aplicativo de mensagens instantâneas.

Mas, será que esse aplicativo é bem aceito como forma oficial de comunicação ou ele pode ser considerado um vilão na forma de se comunicar?

Essa questão vai muito pelo fato das empresas utilizarem os números de telefone pessoal dos funcionários aliados aos grupos de assuntos de trabalho e que, por muitas vezes, não há controle quanto aos dias e horários de troca de mensagens, tornando assim o grupo ativo praticamente 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Casos relatados por nós mostra que em certas ocasiões membros da alta cúpula da organização chegam a cobrar pelo WhatsApp, em horários contrários ao trabalho, atividades a serem realizadas. Contudo, você deve se perguntar: “se estou trabalhando fora do meu horário de expediente, isso não é errado? E se a mensagem chega às dez ou onze horas da noite, não é considerado hora extra e adicional noturno? ”.

Essa matéria do G1 mostra que, com a popularização do aplicativo, o número de ações trabalhistas na Justiça aumentou porque é cada vez mais comum os funcionários serem acionados fora do horário de trabalho.

Portanto, as organizações devem tomar bastante cuidado com o tratamento utilizado nos grupos e ter a consciência de que devem existir regras bem claras de utilização do app de mensagens instantâneas.

Nós da Agência CH4 preparamos 6 dicas essenciais para as organizações garantirem o uso correto do WhatsApp como forma de comunicação interna. Vamos lá!

  1. Crie regras de utilização. Defina temas a serem abordados e limite de horário para as conversas;
  2. Evite adicionar o número pessoal do funcionário, mas se não for possível, peça a prévia autorização dele e informe a finalidade do grupo;
  3. Denomine um responsável pelo grupo. O administrador pode adicionar e/ou retirar pessoas e também deve dar início às conversas;
  4. Não crie grupos para tudo. É interessante ter um grupo mais geral para evitar a saturação de conversas ao mesmo tempo e com as mesmas pessoas;
  5. Seja rígido no cumprimento das regras. Se alguém as infringir, essa pessoa deve ser avisada e penalizada pelo mal uso da plataforma;
  6. Lembre-se: o WhatsApp não deve ser a única ferramenta de comunicação interna. Aposte nos e-mails, jornais mural, intranet e principalmente no face-to-face para garantir uma ótima comunicação tanto entre empregados quanto entre a organização e seus funcionários.

Confira também o vídeo do Caderninho da Bel, em que a Bel Pesce fala sobre utilização do WhatsApp nas organizações.

 

 

 

About the Author
Felipe Chaves

Formado em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília e pós-graduando em Marketing e Gestão pelo IESB, Felipe Chaves atuou por 2 anos no Movimento Empresa Júnior como Diretor de Marketing da Facto - Agência de Comunicação e Coordenador de Relações Institucionais da Federação de Empresas Juniores do DF. Hoje é sócio da Agência CH4 e se considera um empreendedor serial. Tem como propósito de vida impactar a sociedade por meio do empreendedorismo.

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