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Mídias Sociais: pra quê?

Mídias Sociais: pra quê?

É engraçado como vivemos em um mundo em que é inadmissível não ter uma conta no Facebook ou um perfil no Instagram. Hoje em dia, nossas vidas são rodeadas das plataformas de redes sociais e, diariamente, as pessoas gastam horas do seu dia “atualizando as mídias”.

No meio empresarial não é diferente. Boa parte das organizações apostam nas mídias sociais para engajar seus públicos e criar uma imagem positiva da sua marca. Quem vive no meio digital também julga inadmissível uma empresa não ter um perfil e se relacionar com o público nas redes sociais.

No dia 17 de março de 2017 a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, que investiga a venda ilegal de carnes em nosso país. Desde as primeiras horas do dia 17, inúmeras notícias foram veiculadas nos principais jornais do nosso país e, instantaneamente, apareceram os memes nas redes sociais. Confesso que alguns muito bons!

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No dia seguinte, a operação da PF continuava na boca das pessoas, era assunto nos bares e nas rodas de amigos. Inclusive, tem quem diga que esse foi o primeiro final de semana no Brasil que samba, futebol e churrasco não estiveram juntos. Bem, mas o que vim mostrar, nada tem a ver com os detalhes da operação ou sobre a procedência das carnes produzidas no Brasil.

Vim falar da utilização das Mídias Sociais por grandes empresas e o gerenciamento de crise pelas plataformas digitais.

Na sexta-feira, fui zapear os perfis no Facebook das principais empresas envolvidas na operação Carne Fraca. Queria ver o posicionamento delas perante o escândalo e entender como elas se relacionavam com os seus seguidores. PASMEM!

Nenhuma das empresas analisadas havia feito um trabalho de gerenciamento de crise nas mídias sociais. E pior, algumas delas, não atualizavam seus perfis há meses (e até há anos)!

Esse foi o caso de empresas como Friboi (atualizado pela última vez em 21 de dezembro de *DOIS MIL E QUINZE*) e Seara (atualizado em 14 de dezembro de 2016).

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A BRF, detentora de grandes marcas como Sadia, Perdigão e Qualy possui um trabalho de gerenciamento de mídias sociais até razoável, com uma média de 3 a 4 publicações por semana.

Ela foi a única que se posicionou perante a crise das carnes. Mas, isso só veio dois dias após o escândalo, como uma publicação que impulsionaria sua campanha “A gente só produz os alimentos que a gente coloca na mesa de nossa família”. No mesmo dia, duas horas depois da primeira publicação, veio um vídeo institucional mostrando os colaboradores da organização consumindo os produtos da marca.

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A BRF lançou ainda um hotsite para a imprensa e seus stakeholders, denominado “Plataforma de Transparência”, a fim de esclarecer as principais dúvidas e boatos aparecidos nos últimos dias.

A Sadia também partiu para uma mensagem institucional aos seus consumidores. E, assim como a BRF, fez questão de responder todos, ou a maioria de seus consumidores, com bastante zelo e uma linha de resposta padrão, na tentativa de não se expor mais do que já está. E os consumidores não deixaram barato nos comentários! (Taca-le pau nesse carinho, Marcos).

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Agora, o mais legal de tudo foi a atitude da Peccin S.A. Não, não é o frigorífico, de mesmo nome, que apareceu nas investigações da Polícia Federal. A Peccin S.A. é uma marca gaúcha que fabrica doces e chocolates.

Por possuírem o mesmo nome do frigorífico Peccin Agroindustrial S/A, do estado do Paraná, a fábrica de doces se viu na necessidade de informar aos seus consumidores o mal entendido que vinha sendo causado por cidadãos desinformados.

No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, a Peccin S.A. prontamente publicou uma nota de esclarecimento desfazendo toda a confusão com a homônima. E olha que o resultado foi formidável! Graças à confusão com o frigorífico, a fábrica de doces ganhou alguns fãs que até pediram para experimentar os produtos.

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E isso foi até pauta no Jornal Nacional!

Pois bem, a conclusão disso tudo parte para dois caminhos. O primeiro deles remete ao título deste texto: Mídias Sociais: pra quê?

Percebe-se que grandes marcas, com bilhões e bilhões de reais e a oportunidade de investir em grandes agências e ótimos profissionais de Marketing Digital estão cagando para as plataformas de mídias sociais. E aí me pergunto, por quê?

Será que é por ter muito dinheiro e apostar nas mídias de massa tradicionais, acreditando que elas atingem mais pessoas? Se for, eles estão dando um tiro no peito pé! Sabemos que as mídias sociais são poderosíssimas ferramentas de comunicação, a baixo custo, retorno expressivo e possibilita a mensuração da qualidade das informações.

Ou isso tudo seria apenas o receio de receber inúmeras críticas pelas redes sociais e ter que torna-las um meio de atendimento ao consumidor?

 

About the Author
Felipe Chaves

Formado em Comunicação Organizacional pela Universidade de Brasília e pós-graduando em Marketing e Gestão pelo IESB, Felipe Chaves atuou por 2 anos no Movimento Empresa Júnior como Diretor de Marketing da Facto - Agência de Comunicação e Coordenador de Relações Institucionais da Federação de Empresas Juniores do DF. Hoje é sócio da Agência CH4 e se considera um empreendedor serial. Tem como propósito de vida impactar a sociedade por meio do empreendedorismo.

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