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Convergência midiática no jornalismo

Convergência midiática no jornalismo

Proposto por Henry Jenkins, o termo Convergência Midiática se refere à tendência que os meios de comunicação possuem ao se adaptarem à internet. Televisão, rádio e até jornais impressos produzem plataformas de interação com o público internauta.

Assim, com a expansão da internet, os meios de comunicação clássicos passaram a perder audiência e assinaturas. O tempo passou a ser cada vez mais corrido por causa do trabalho e de estudos. Hoje as pessoas não têm mais tempo hábil para ir à banca de revistas comprar jornais ou até mesmo ligar a televisão para assistir programas jornalísticos.

A convergência digital consiste na integração não linear das mídias; ou seja, o usuário não precisa mais de vários aparelhos para se comunicar e se entreter. Nos EUA, pesquisamostra que as notícias online já ultrapassaram o jornal e o rádio. O consumo online chegou a 39%, seguido pelo rádio, 33% e o jornal impresso, com 22%. A televisão ainda continua em primeiro lugar, com 55%. Porém, os números mostram que a perda de influência do meio televisivo está cada vez maior.

Outro fator que caracteriza essa nova visão jornalística, o jornalismo online, ou também ciberjornalismo, é a maior participação do leitor. Por ser interativo e instantâneo, ele abre espaço para que o leitor entre em contato e informe algum fato que está ocorrendo próximo a ele. As mídias sociais abriu esse espaço. Desde 2010, o número de americanos que lê manchetes de notícias em uma mídia social pulou de 9% para 19%.

Recentemente (2015) um dos jornais de maior circulação de Brasília, o Jornal de Brasília, abandonou o formato impresso e agora aposta na plataforma digital, oferecendo assinaturas online para leitura em tablets e smartphones.

A rádio CBN Brasília foi um pouco mais longe na utilização das novas plataformas digitais. A emissora, que já utilizava o Twitter e o WhatsApp para interação com os ouvintes, agora utiliza o Periscope para transmissões ao vivo de manifestações e realizam pelo app as chamadas para os programas locais.

Da mesma forma que aconteceu com o cinema quando veio a televisão (ele não acabou, mas se reinventou) acredito que acontecerá com o jornalismo. O papel de jornal e revista pode parar de existir, o jeito de apresentar o jornalismo televisivo pode ser diferente e a interação com o usuário pode crescer exponencialmente, mas a prática do jornalismo sempre existirá. Nem que seja por meio do jornalismo colaborativo, que é um tema que trataremos aqui no blog nas próximas publicações.

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